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FESTIVAL PEDRA DURA      *

EQUIPA
 

Direção Artística : Daniel Matos e Joana Flor Duarte
 

Curadoria : Daniel Matos
 

Direção de Produção : Joana Flor Duarte
 

Direção de Comunicação e Assessoria de Imprensa : Carolina Luz
 

Coordenação de Produção : Diana Martins
 

Produção Executiva : Maria João Alcobia e Rita Conde
 

Assistência de produção : Joana Simões
 

Mediação de públicos : Tiago Mansilha
 

Direção Técnica : João Chicó
 

Colaboração Técnica : Jorge Reis
 

Design Gráfico : Multa

Fotografia e video : João Catarino

 

Identidade Sonora : Lana Gasparotti
 

Produção : CAMA a.c.
 

Contabilidade : Sofia Saraiva
 

Coprodução e financiamento : Câmara Municipal de Lagos
 

Edição : Carolina Luz e Daniel Matos
 

Tradução : Carole Garton
 

Parcerias Locais : Centro Ciência Viva de Lagos, Junta de Freguesia de São Gonçalo de Lagos , Escola Secundária Júlio Dantas, Biblioteca Municipal de Lagos Dr. Júlio Dantas, Teatro Experimental de Lagos
Escola de Dança deLagos, casaBranca

Apoio : Messe Militar de Lagos e Tavira , Turismo doAlgarve, WOT hotel, Casa das Laranjeiras, Vinhos do Algarve, casaBranca, MUSEU ZER0

Agradecimentos : João Segurado

                                                 

SINOPSE

A Pedra, a Mágoa, parte da observação de pedreiras abandonadas em território nacional, analisando a aceleração de decomposição dos espaços em imagens e comparando-as à ideia social do conceito Família. Posicionando-se na fronteira entre o público e o privado, o coreógrafo procura uma velocidade que conduza o espectador a um espaço mitológico de acolhimento e disrupção, onde a contemplação se proporciona através de milhares de frames por segundo

- UM FAUNO PARA OS MEUS PAIS -

"Observei o meu país de cima. Lá, os meus pais multiplicavam-se entre cidades e vilas, construindo famílias que não eram minhas. Famílias grandes e famílias pequenas, famílias solteiras ou em grupo, com e sem casas. Mesas cheias e bolsos completamente vazios, famílias com bocas calmas e imagens que são apenas familiares no exterior. Olhando para baixo, vi também feridas abertas na terra, escavações sem fim, umas cuidadas e outras abandonadas, umas cheias de água e outras com gargantas escassas, inspeccionadas por animais de ferro a que decidimos chamar de gruas para que o trabalho pesado não fosse confundido com a exploração animal (o meu pai e a minha mãe sempre foram animais de trabalho). As famílias das pessoas e as famílias dos buracos tornaram-se demasiadas para manter a visão clara, perdi os meus pais e as suas novas famílias (que talvez sejam minhas ou então esses pais nunca me tenham pertencido). Percebo que talvez eu não esteja em lado nenhum, que tudo é um enorme buraco de pedra caída. Não há mais país, nem pais, nem família - tudo é tudo e tudo traz o princípio do nada: recomeçar uma escavação a partir de dentro."

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Programa de desenvolvimento de públicos
Coordenação Tiago Mansilha

Ciclo de conversas público-artistas após os espetáculos

É com diálogo que as fronteiras se diluem. Por isso, no Pedra Dura vamos promover uma série de conversas entre público e artistas após os espetáculos. Um espaço seguro para partilhar em voz alta aquelas questões com que normalmente ficamos a matutar no caminho para casa.

PODEMOS TRATAR-NOS POR TU?
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UM CAMINHO CONTINUAMENTE LIVRE

Nem sempre chegam as palavras. Nem sempre as temos no bolso, à distância de um agarrar repentino e de um entrega direta. A boca dirige-nos diariamente, atribui-nos um lugar e espalha o mundo dentro do mundo.
Estamos em plena roda viva e é impossível afastarmo-nos da ideia de que caminhamos em colisões constantes, numa realidade dura e fria onde a escuta é frágil, com poucas mãos dadas e poucos olhares fixos nos olhos vizinhos.


À nossa volta tudo se comprime, acreditando num avanço que mais se compara a um fastforward a tempos não assim tão longínquos, negligenciando o sentido de comunidade e coletivo, esquecendo de que a união se traduz em infinito... E o infinito é sempre o único destino possível.


O corpo é o maior espaço que temos, com o qual precisamos de ficar e solidificar, com o qual temos de resistir e escolher. O corpo entende o que seguir, acreditando que todos estes corpos partilham a ideia da mais bela condição possível: a liberdade.
Materializemos esta ideia, para que a ideia se estenda no corpo?


Este 4º PEDRA DURA atravessa-se no nosso caminho de forma mais reduzida, abrandando o ritmo incessante que nos inundava o peito. Mas o abrandamento não implica paragem, mesmo quando o vento sopra ao contrário. Talvez este abrandamento que nos chegou seja o mais acelerado que tenhamos visto.
Convidamos então à contínua contemplação destas danças entre pedras e dos rastos que nos deixam, permeando-nos ao sensível e ao invisível que se vê cada vez mais nítido. Propomos uma viagem expansiva: entre nós pessoas, entre nós espaço, entre nós desejos.
Encontrar formas de fazer e pensar o presente, conscientes de que somos tantos e tão poucos para tanto, mas que habitamos o lugar das possibilidades, e isso é o poder da metamorfose.
Dançar sempre, até de manhã. Dançar sempre, pela liberdade. Dançar sempre, mesmo que não nos deixem. Dançar é sempre o para sempre.


Quer sejamos metade corpo, metade fendas e quebras, metade tentativa ou sopro, metade falha ou metade recusada, o que sobra será sempre METADE FUTURO.

Daniel Matos //
Codireção artística

UM CAMINHO CONTINUAMENTE LIVRE

Nem sempre chegam as palavras. Nem sempre as temos no bolso, à distância de um agarrar repentino e de um entrega direta. A boca dirige-nos diariamente, atribui-nos um lugar e espalha o mundo dentro do mundo.
Estamos em plena roda viva e é impossível afastarmo-nos da ideia de que caminhamos em colisões constantes, numa realidade dura e fria onde a escuta é frágil, com poucas mãos dadas e poucos olhares fixos nos olhos vizinhos.


À nossa volta tudo se comprime, acreditando num avanço que mais se compara a um fastforward a tempos não assim tão longínquos, negligenciando o sentido de comunidade e coletivo, esquecendo de que a união se traduz em infinito... E o infinito é sempre o único destino possível.


O corpo é o maior espaço que temos, com o qual precisamos de ficar e solidificar, com o qual temos de resistir e escolher. O corpo entende o que seguir, acreditando que todos estes corpos partilham a ideia da mais bela condição possível: a liberdade.
Materializemos esta ideia, para que a ideia se estenda no corpo?


Este 4º PEDRA DURA atravessa-se no nosso caminho de forma mais reduzida, abrandando o ritmo incessante que nos inundava o peito. Mas o abrandamento não implica paragem, mesmo quando o vento sopra ao contrário. Talvez este abrandamento que nos chegou seja o mais acelerado que tenhamos visto.
Convidamos então à contínua contemplação destas danças entre pedras e dos rastos que nos deixam, permeando-nos ao sensível e ao invisível que se vê cada vez mais nítido. Propomos uma viagem expansiva: entre nós pessoas, entre nós espaço, entre nós desejos.
Encontrar formas de fazer e pensar o presente, conscientes de que somos tantos e tão poucos para tanto, mas que habitamos o lugar das possibilidades, e isso é o poder da metamorfose.
Dançar sempre, até de manhã. Dançar sempre, pela liberdade. Dançar sempre, mesmo que não nos deixem. Dançar é sempre o para sempre.


Quer sejamos metade corpo, metade fendas e quebras, metade tentativa ou sopro, metade falha ou metade recusada, o que sobra será sempre METADE FUTURO.

Daniel Matos //
Codireção artística

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UM CAMINHO CONTINUAMENTE LIVRE

Nem sempre chegam as palavras. Nem sempre as temos no bolso, à distância de um agarrar repentino e de um entrega direta. A boca dirige-nos diariamente, atribui-nos um lugar e espalha o mundo dentro do mundo.
Estamos em plena roda viva e é impossível afastarmo-nos da ideia de que caminhamos em colisões constantes, numa realidade dura e fria onde a escuta é frágil, com poucas mãos dadas e poucos olhares fixos nos olhos vizinhos.


À nossa volta tudo se comprime, acreditando num avanço que mais se compara a um fastforward a tempos não assim tão longínquos, negligenciando o sentido de comunidade e coletivo, esquecendo de que a união se traduz em infinito... E o infinito é sempre o único destino possível.


O corpo é o maior espaço que temos, com o qual precisamos de ficar e solidificar, com o qual temos de resistir e escolher. O corpo entende o que seguir, acreditando que todos estes corpos partilham a ideia da mais bela condição possível: a liberdade.
Materializemos esta ideia, para que a ideia se estenda no corpo?


Este 4º PEDRA DURA atravessa-se no nosso caminho de forma mais reduzida, abrandando o ritmo incessante que nos inundava o peito. Mas o abrandamento não implica paragem, mesmo quando o vento sopra ao contrário. Talvez este abrandamento que nos chegou seja o mais acelerado que tenhamos visto.
Convidamos então à contínua contemplação destas danças entre pedras e dos rastos que nos deixam, permeando-nos ao sensível e ao invisível que se vê cada vez mais nítido. Propomos uma viagem expansiva: entre nós pessoas, entre nós espaço, entre nós desejos.
Encontrar formas de fazer e pensar o presente, conscientes de que somos tantos e tão poucos para tanto, mas que habitamos o lugar das possibilidades, e isso é o poder da metamorfose.
Dançar sempre, até de manhã. Dançar sempre, pela liberdade. Dançar sempre, mesmo que não nos deixem. Dançar é sempre o para sempre.


Quer sejamos metade corpo, metade fendas e quebras, metade tentativa ou sopro, metade falha ou metade recusada, o que sobra será sempre METADE FUTURO.

Daniel Matos //
Codireção artística

UM CAMINHO CONTINUAMENTE LIVRE

Nem sempre chegam as palavras. Nem sempre as temos no bolso, à distância de um agarrar repentino e de um entrega direta. A boca dirige-nos diariamente, atribui-nos um lugar e espalha o mundo dentro do mundo.
Estamos em plena roda viva e é impossível afastarmo-nos da ideia de que caminhamos em colisões constantes, numa realidade dura e fria onde a escuta é frágil, com poucas mãos dadas e poucos olhares fixos nos olhos vizinhos.


À nossa volta tudo se comprime, acreditando num avanço que mais se compara a um fastforward a tempos não assim tão longínquos, negligenciando o sentido de comunidade e coletivo, esquecendo de que a união se traduz em infinito... E o infinito é sempre o único destino possível.


O corpo é o maior espaço que temos, com o qual precisamos de ficar e solidificar, com o qual temos de resistir e escolher. O corpo entende o que seguir, acreditando que todos estes corpos partilham a ideia da mais bela condição possível: a liberdade.
Materializemos esta ideia, para que a ideia se estenda no corpo?


Este 4º PEDRA DURA atravessa-se no nosso caminho de forma mais reduzida, abrandando o ritmo incessante que nos inundava o peito. Mas o abrandamento não implica paragem, mesmo quando o vento sopra ao contrário. Talvez este abrandamento que nos chegou seja o mais acelerado que tenhamos visto.
Convidamos então à contínua contemplação destas danças entre pedras e dos rastos que nos deixam, permeando-nos ao sensível e ao invisível que se vê cada vez mais nítido. Propomos uma viagem expansiva: entre nós pessoas, entre nós espaço, entre nós desejos.
Encontrar formas de fazer e pensar o presente, conscientes de que somos tantos e tão poucos para tanto, mas que habitamos o lugar das possibilidades, e isso é o poder da metamorfose.
Dançar sempre, até de manhã. Dançar sempre, pela liberdade. Dançar sempre, mesmo que não nos deixem. Dançar é sempre o para sempre.


Quer sejamos metade corpo, metade fendas e quebras, metade tentativa ou sopro, metade falha ou metade recusada, o que sobra será sempre METADE FUTURO.

Daniel Matos //
Codireção artística

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